quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Aplicativos gratuitos presentes na educação inclusiva

Cleonice de Carvalho
RU 1729469


Em Santa Cruz do Sul e em mais 17 municípios que respondem à 6ª CRE foram matriculados 2.043 alunos com necessidade especiais em 2017

Os professores de alunos com necessidades especiais contam cada vez mais com o desenvolvimento de inúmeras tecnologias para auxiliar o trabalho em sala de aula. Basta uma busca rápida no Google para acessar inúmeras notícias sobre aplicativos gratuitos preparados para ajudar professores, alunos, pais e familiares de pessoas com alguma deficiência. Um exemplo é a postagem no site Ensino Guia de Educação (canaldoensino.com.br) que aponta sete aplicativos grátis para aprendizagem de crianças com deficiência. Dentre os apps selecionados estão o ProDeaf que traduz a fala em Português para a Língua Brasileira de Sinais (Libras) e o Aramumo criado para auxiliar jovens e crianças com dislexia. Mais explicações sobre esses e os demais aplicativos indicados podem ser conferidas no final deste texto.
A partir dessas inovações surge uma questão: quantas pessoas com necessidades especiais frequentam as escolas da região do município de Santa Cruz do Sul, no estado do Rio Grande do Sul (RS). De acordo com a 6ª Coordenadoria de Educação (CRE), com sede no município, um total de 2.043 alunos com diferentes tipos e níveis de deficiência foram matriculados nas escolas de sua abrangência em 2017. Esses estudantes representam quase 6% dos 34.464 alunos matriculados no atual ano letivo. A 6ª CRE reúne 108 escolas, situadas em 18 municípios.
O maior número de alunos, 1.175, possuem deficiência mental ou intelectual, conforme os dados da Coordenadoria. Esses alunos representam quase 85% dos estudantes com necessidades especiais. Entre os demais alunos da Educação Especial, 79 apresentam deficiência multiplas, 47 baixa visão, 47 surdez, 36 autismo, 31 deficiência fisíca, 25 deficiência auditiva, 17 dificuldade para se locomover, 10 com altas habilidades, 10 com síndrome de down, 11 em tratamento para desenvolvimento, sete com síndrome de asperger, seis cegos e dois surdos e cegos.
O maior número de alunos, 1.637, com algumas das limitações descritas ingressaram no Ensino Fundamental, 273 no Ensino Médio, 76 na Educação Especial Ensino Fundamental, 28 na Educação de Jovens e Adultos (EJA) Ensino Médio, 22 na EJA Ensino Fundamental, quatro na Educação Profissional Integrada ao Ensino Médio e dois na Educação Profissional. A inserção desses alunos nas escolas estaduais da 6ª CRE demandam pessoal especializado e estrutura adequada para garantir um atendimento e ensino qualificados.

INCLUSÃO Na Escola Estadual de Ensino Médio Vera Cruz, por exemplo, que pertence à 6ª CRE, estudam 37 alunos com necessidades especiais. Um total de 1.020 estudantes foram matriculados na escola em 2017. A coordenadora pedagógica, Neusa Meert, disse que a maioria dos estudantes (32) apresentam deficiência intelectual. Entre os demais, dois são surdos, um com deficiência auditiva e dois com deficiência fisíca.
Conforme Neusa, a Escola conta com uma sala de recursos e dois professores especialistas, mas não dispõe de tradutor de Libras (Língua Brasileira de Sinais), apesar da legislação exigir que a escola disponha de profissional da área. No local, os alunos realizam as avaliações que são adaptadas para eles, com o auxílio dos professores especializados. Sobre o uso de algum aplicativo ou tecnologia voltados para facilitar o aprendizado, ela não soube informar se os professores ou os alunos utilizam.
Uma entrevista sobre o trabalho desenvolvido pela 6ª CRE com os profissionais que atendem e lecionam nas escolas que recebem os estudantes com algumas das deficiências foi enviada por e-mail para a assessoria de Educação Especial, que não chegou a enviar as respostas conforme tinha combinado.
O número de pessoas com deficiência em salas de aulas comuns aumentou 6,5 vezes, entre 2005 e 2015, no Brasil, de acordo com o último Censo Escolar, do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). O total subiu de 114.834 para 750.983 estudantes especiais convivendo com os demais alunos. Para especialistas, o incremento apontado pelo estudo reflete, sobretudo, mudanças na legislação.

Confira sete aplicativos gratuitos para alunos com necessidades especiais:

PRODEAF
Traduz a fala (em português) para Libras. O usuário pode inserir palavras ou pequenas frases em texto ou pelo dispositivo de reconhecimento de voz do celular e visualizar automaticamente a tradução para Libras. Facilita o aprendizado de Libras, amplia as possibilidades de comunicação entre surdos e não-surdos e difunde o uso desta linguagem para um público mais amplo. Disponível para Android, iOS e Windows Phone 8.

ARAMUMO
Criado por dois alunos do Instituto Tecnológico da Aeronáutica, o jogo venceu desafio promovido pelo Instituto ABCD para auxiliar na educação de jovens e crianças com dislexia e outros distúrbios que afetam a aprendizagem. O Aramumo se assemelha às palavras cruzadas. Só que em vez de letras avulsas, o jogador deve utilizar sílabas para formar palavras. Ele ouve uma série de palavras e deve encaixar as sílabas que aparecem flutuando na tela dentro de bolhas para formar palavras no tabuleiro virtual. Possui interface simples e atraente, estimula o raciocínio e possibilita que os alunos ampliem o vocabulário. Disponível para Android.

HAND TALK
Projeto, desenvolvido em Alagoas, ganhou o World Summit Award Mobile, uma competição bianual promovida pela ONU que reconhece aplicativos de relevância para a humanidade. É uma ferramenta para dispositivos móveis que faz uso de um personagem para converter textos, imagens e áudio para Libras. É possível, inclusive, tirar a foto de uma placa e pedir para traduzi-la. Facilita o aprendizado de Libras, amplia as possibilidades de comunicação entre surdos e não-surdos e difunde o uso desta linguagem para um público mais amplo. Disponível para Android, iOS e Blackberry.

QUE-FALA
Aplicativo destinado a facilitar a comunicação de pessoas com deficiências que afetem a fala. O aplicativo oferece uma série de ilustrações identificadas por palavras escritas e em áudio. O usuário seleciona figuras que correspondam ao que ele quer dizer e pode até montar pequenas frases. Possibilita que o aluno se comunique diretamente com qualquer pessoa, sem a necessidade de intermediários. Disponível para Android.

DALTONIZE ME CAMERA
Você pode imaginar como um daltônico enxerga o mundo? O Daltonize Me Camera oferece ajuda para daltônicos além de simular daltonismo. O aplicativo fornece filtros para câmera em tempo real simulando todos os três tipos de daltonismo, e para daltônicos o aplicativo oferece ajuda com o complexo algoritmo daltonize funcionando em tempo real com alta performance usando o máximo da aceleração de hardware OpenGL. É bom porque: facilita o aprendizado de crianças daltônicas que podem identificar melhor as cores de brinquedos e livros. Disponível para iOS.

HÉRCULES E JILÓ
O software Hércules e Jiló tem como objetivo ensinar ciências naturais a crianças com necessidades educativas especiais, mais precisamente para aquelas apresentando déficit cognitivo moderado. Produzido e idealizado pela Faculdade de Educação da UnB (Universidade de Brasília), o aplicativo é composto por uma série de jogos com diferentes contextualizações psicopedagógicas que não envolvem apenas as crianças, mas também o educador. Funciona juntamente com um professor, a criança realiza 10 atividades para montar e brincar, além de jogos virtuais relacionados ao tema de ciências naturais. Desenvolve habilidades didáticas, cognitivas e lúdicas de crianças com necessidades especiais de aprendizado. Disponível para baixar no computador.

IBRAILLER NOTES
iBrailler Notes é um aplicativo para iOS que permite escrever em Braille no iPad. Com ele, você pode digitar em Braille diretamente para criar, editar e compartilhar anotações. Para facilitar ainda mais seu uso, o app deve ser usado em conjunto com o recurso VoiceOver do iOS. O programa oferece um teclado único, no qual as teclas são quem encontram os dedos do usuário, e, caso este não se sinta confortável com o seu teclado, é possível construir um novo sempre que quiser, quantas vezes quiser. O app também possui um conjunto completo de gestos intuitivos para mover o texto, fazer tarefas comuns, como copiar e colar, e desfazer e refazer. Com gestos intuitivos, facilita a operação das crianças e ajuda bastante na leitura de textos. Disponível para iOS.

terça-feira, 29 de agosto de 2017

ENTÃO A ESCOLA É INCLUSIVA...



PORQUE OS ALUNOS APRENDEM INGLES OU ESPANHOL, MAS NÃO APREDEM A LINGUA DOS COLEGAS SURDOS, MUDOS E AUTISTAS??

Por (Carina Sieben, RU 1379257   /   Brunna Pcheco, RU 954974
Polo ( Santa Cruz do Sul)
Data (ex. 28/082017)

 
Fonte: Revista Tempo Moderno

Durante séculos, o mundo tratou as crianças com deficiência como doentes que precisavam de atendimento médico, não de Educação. Essa perspectiva começou a mudar na década de 1950 Mas foi só nos anos 1990 que as velhas ideias assistenciais foram suplantadas pela tese da inclusão. Procurava-se garantir o acesso de todos à Educação. Documentos como a Declaração Mundial de Educação para Todos, de 1990, e a Declaração de Salamanca, de 1994, são marcos desse movimento.
A  inclusão só acontece quando a família  mapeia detalhadamente todos esses sintomas e informa a instituição de ensino a respeito deles. Esta, por sua vez, deve contar com as metodologias adequadas para ajudar a criança a suprir suas deficiências. Entretanto, o desafio não está somente nas características do autista ou no diálogo entre família e educador. A viabilização financeira dos métodos especializados de ensino também é um problema. “Por meio deles, é possível reduzir a incidência de comportamentos inadequados e ajudar o autista na organização do seu dia a dia, bem como na tarefa de se comunicar com os outros e de ingressar em qualquer espaço. No entanto, são metodologias caras  e  de serem implantadas. Além de serem necessários profissionais qualificados, o que ainda é um pequeno número nos pais”. Em dezembro de 2012, foi sancionada a lei que classifica o autista como deficiente.

Ela não apenas garante proteção ao direito dos portadores, como também torna sujeito à punição gestores escolares que se recusarem a matricular indivíduos com suspeita ou diagnóstico de autismo. Para o pedagogo, isso representa mais do que um conjunto de benefícios legais: “Daqui alguns anos,  o Brasil saberá muito mais sobre o assunto. Será algo normatizado e bastante conhecido. Todas as escolas já terão as metodologias, o número de profissionais especializados crescerá e o portador será incluso, deixando de ser um mero ouvinte para tornar-se participante.”
O autismo começou a ser muito discutido há pouco tempo, antigamente as crianças autistas não recebiam um tratamento diferente em sala de aula e, muitas vezes, os professores nem sabiam identificar uma criança com esse problema. Felizmente as notícias são melhores e essas crianças e adolescentes estão sofrendo menos, mesmo assim ainda existe uma dúvida muito grande em relação ao cuidado com jovens com esse diagnóstico.

Assim tecnologia assistida e toda e qualquer ferramenta, recurso ou estratégia e  processo desenvolvido e utilizado com finalidade de proporcionar maior independência e autonomia pessoa com autismo. São considerados como tecnologia assistiva, desde artefatos simples, como uma colher adaptada ou um lápis com uma impugnadora mais grossa para facilitar a preensão, ate sofisticados programas especiais de computadores que visam a acessibilidade.  Atraves dessas tecnologias assistivas as pessoas participarão de atividades envolvendo trabalho estudo e lazer, com isso dar condições, desenvolvendo novas técnicas, é uma maneira de amenizar os problemas causados pela deficiência e colocar o individuo em contato com o mundo. Assim a escola oferencendo uma sala de recursos multifuncionais ou centro educacionais especializados em horário oposto  ao que o aluno especial estuda. Essas salas de recursos  multifuncionais deve ter mobiliário, material pedagógico e recursos que atenda as necessidades de cada estudante.

Referências:

CARVALHO,Rocha Edier. Educação inclusiva, 6 edição. Rio de Janeiro:wak,2015

CUNHA,Eugenio, Autismo na escola um jeito diferente de aprender, um jeito diferente de ensinar, 3º edição, Rio de Janeiro:wak,2015.